sexta-feira, 15 de maio de 2009

5º Concurso Universitário de Jornalismo CNN

Recebi e-mail de Frederico Conti que está trabalhando na divulgação do 5º Concurso Universitário de Jornalismo CNN.

As inscrições ficam abertas até o dia 29 de junho de 2009. O tema deste ano é “O uso da tecnologia no desenvolvimento social.”

A novidade deste ano é que o estudante poderá enviar o vídeo de até 2 minutos pelo
YouTube, sendo que ele poderá produzir quantas matérias quiser. O concurso é válido somente para estudantes de jornalismo. O ganhador conhecerá os estúdios da CNN International, além de ter sua matéria exibida pelo canal.

As inscrições podem ser feitas no site:
www.concursocnn.com.br.

As novidades podem ser acompanhadas no blog: http://www.concursocnn.com.br/2009/blog/

quinta-feira, 26 de março de 2009

Irresponsabilidade não tem limite

É incrível como tem gente irresponsável neste mundo. Na semana passada, flagrei um grupo de pescadores utilizando o “Balcão da Pesca da Sardinha” em Tramandaí. O fato é que o Balcão está interditado, pois corre o risco de cair.

Para quem não conhece, o local fica junto a ponte Giuseppe Garibaldi, na divisa de Imbé e Tramandaí e serve para a pesca da sardinha sem isca. No lado oeste da ponte há um espaço liberado para a pesca, onde os pescadores se acotovelam e ficam muito próximo dos carros. O vão central da travessia também possibilita uma boa pescaria.

A Prefeitura de Tramandaí construiu o Balcão há cerca de dez anos. Este espaço está com a estrutura comprometida, enferrujada, madeiras se soltando e por aí vai. A Prefeitura sinalizou, fechou, mas mesmo assim as pessoas correm um grande risco para entrar, pois podem cair dentro do rio, como o senhor da foto fez. O risco, claro, é enorme em cima do Balcão, já que está condenado.

Depois se acontece um acidente, a culpa é da Prefeitura, que não tem como fiscalizar o dia inteiro estes irresponsáveis que colocam suas vidas em risco.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Pesquisa revela jornais e rádios com maior audiência no RS

Muito interessante a pesquisa realizada pelo Instituto Methodus, revelando quais as emissoras de rádio e jornais que tem maior audiência. Como era de se esperar, os veículos do Grupo RBS estão disparados na ponta.

Dois dados me chamaram a atenção. O primeiro é em relação ao número de pessoas que não lêem jornais: 15,5% dos entrevistados. Para se ter uma idéia, esse número é superior às pessoas que lêem o Correio do Povo, por exemplo que, conforme a pesquisa, tem 12,3% de audiência. Zero Hora, tem 25,1% da preferência e o Diário Gaúcho possui 15,7%.

O segundo número interessante vêm dos jovens na faixa-etária de 16 a 24 anos: 68% deles são os que menos escutam rádio. No segmento AM a liderança é da Gaúcha, com 12,4%, seguida da Farroupilha, com 6,5%. A Atlântida domina as FMs, com 9,4% da audiência, seguida da Cidade e da Alegria, que estão empatadas com 5,2%.

Quanto mais alta é a faixa etária, menor é o acompanhamento das FM.

O estudo completo sobre as rádios pode ser conferido
aqui. A margem de erro é de 2,3 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Segue gráfico revelando os números dos jornais, extraído do site
Coletiva.Net.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

A bela cidade do mais simples anfitrião

Me falavam que a cidade era um fim de mundo. Que nenhum celular funcionava lá. O fato de os telefones celulares não funcionarem foram comprovados quando algumas vezes tive que ligar para pessoas que estavam naquele lugarzinho de nome esquisito: Caraá.

Nunca pensei que iria conhecer a cidade, terra da minha amiga e ex-colega de redação lá do
Correio de Notícias, a Marli Ramos. Mas quis o destino que, numa atividade de trabalho, eu fosse ao Caraá. Acompanhei, como tenho feito em muitas oportunidades, a comitiva da minha cidade para divulgar a 7ª Festa Estadual da Anchova. O caminho para chegar lá é um show a parte. Estrada de chão batido, com algumas lombas, já que fica nas proximidades de Osório e Santo Antonio da Patrulha, cidades rodeadas por morros, que dão inicio a Mata Atlântica e a chamada “Serra do Mar”, aqui no RS. Fomos até a Festcana, um evento que aconteceu na cidade no último final de semana.

Comecei a curtir o lugar ao conversar com o prefeito, Nei Pereira dos Santos. É um cara muito receptivo, coroado pelo seu povo. Conhece todo mundo. Tanto é verdade que chama a todos pelo nome. Quero deixar claro que não estou fazendo propaganda do prefeito, mas o que me chama a atenção é que se trata daquelas situações que apenas assistimos pela televisão: uma cidade com 6 mil habitantes, em sua maioria moradores da zona rural, onde o prefeito conhece todo mundo e todos se conhecem. Ele disse que fez isso, fez aquilo na cidade. Eu não posso afirmar que sim ou não, pois pouco conheço dele e da cidade. Mas o fato é esse. Ele é a estrela do Caraá, um cara povão.

Mas além da hospitalidade do anfitrião e seu povo a gastronomia merece destaque. Santos nos levou num restaurante dos mais simples, na Estrada Geral do Município. Um típico restaurante de beira de estrada. Com uma das melhores comidas caseiras que já tive a oportunidade de apreciar. E uma coisa é certa: foi a melhor costela assada no forno que eu comi. “De engraxar o bigode”. E de fato os telefones celulares funcionam precariamente devido a falta de antena. Mas tem internet banda larga.

No retorno para Imbé pegamos uma estrada secundária, de chão batido. Conheci, além da nascente do Rio dos Sinos, outro lugar maravilhoso, o
Morro da Borússia, em Osório. De lá se tem uma visão privilegiada do Litoral Norte Gaúcho. Uma das mais belas paisagens que tive a oportunidade de apreciar.

A ida ao Caraá foi maravilhosa, um dos lugares mais legais que conheci, na companhia de pessoas magníficas, que conheço há pouco tempo, mas que me cativaram.

Nei, o anfitrião do povo

Vista privilegiada do Morro da Borússia

Nascente do Rio dos Sinos

Estrada Geral do Caraá

Nova editoria

Depois do último post resolvi criar esta nova editoria no blog. Como tenho feito várias viagens a trabalho, vou relatar alguns casos pitorescos como o da semana retrasada na Oktoberfest de Igrejinha.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Energia e alegria joviais

Interessante interromper a série de crônicas para relatar um fato, ou melhor, a ação de um casal de idosos durante a Oktoberfest de Igrejinha (RS), no último sábado, dia 18 de outubro. Fui até a cidade do Vale do Rio Paranhana para acompanhar as soberanas da 7ª Festa Estadual da Anchova, que foram divulgar este evento que acontece aqui na minha cidade (Imbé/RS) de 12 a 16 de novembro. Fui até lá na condição de assessor de imprensa da Prefeitura, para fazer a cobertura da visita, como tem ocorrido com freqüência nos últimos dias em diferentes cidades.

Tudo estava muito normal. Bandinhas, chopp, as meninas tirando fotos com todos e roubando a cena em território alheio. Até que no final do Parque de Eventos da Oktober uma bandinha fazia o tradicional som alemão, com muitas cornetas e trajes típicos. Quatro casais de idosos desfilavam passos na acanhada pista de dança. Uns com caras de desanimados, aparentemente cansados. Mas um casal chamou muito minha atenção. Tanto que me desliguei de tudo e de todos e apenas ouvia o som da bandinha mandando ver nas cornetas e meus olhos fitavam o casal. Fiquei estático. Num primeiro momento me deu uma vontade imensa de aprender a dançar. Mas a alegria e a energia que os velhinhos apresentavam me deixaram chocado, positivamente, é claro. Foram cerca de dez minutos parado, olhando aquela dupla com sorriso estampado no rosto, passos sofisticados e muita, mas muita energia. Ele deveria ser mais velho que ela e era o mais jovial, cheio de energia e alegria. Ela, um pouco mais retraída, mas que nem por isso deixava de ser feliz. Os passos do casal deixam muito baladeiro de 20 anos “no chinelo”, como se diz por estas bandas.

Depois de olhar encantado aqueles dois, fui acompanhando a comitiva da minha cidade até o parque de diversões do evento. Minutos depois, estava passando novamente pela pista de dança do casal mais alegre da Oktoberfest. E o que vejo? A dupla mandando ver na dança! Não sei se estavam dançando direto, mas não importa. Eu não agüentaria dançar dez minutos no ritmo daqueles dois. Não que eu não tenha energia, pelo contrário, mas minha energia é canalizada apenas para as coisas que eu gosto de fazer. Não que eu não goste de dançar, mas eu simplesmente não sei dançar.

Aprendi uma lição linda com aquele casal de veteranos. Vivo me queixando de cansaço e vejo muitos amigos e familiares se queixar de tristeza, de falta de vontade de fazer as coisas. Parem de reclamar da vida! Mexam-se! A alegria e energia daqueles dois me fizeram pensar que meus problemas e cansaço não são nada. Se a minha geração continuar assim, com essa lombeira e síndrome do cansaço contínuo, a maioria não chega aos 60 anos de idade. Espero poder viver muito e bem. E uma das providências iniciais é deixar de ser descansado e aprender a dançar. E aprimorar minha resistência para fazer outras coisas que não gosto, porque cansam ou simplesmente porque eu não tenho vontade de fazer. Uma mudança de paradigmas e de estilo de viver, baseada num casal de velinhos que eu sequer sei o nome e que observei por cerca de dez minutos. Mas que me obrigaram a registrar algumas imagens que, com certeza ficarão guardadas na minha memória.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Ele perdeu a linha na terceira..

Eles pouco se falavam, pouco se conheciam. Mas o fato é que havia uma reciprocidade na atração. Ele mal podia imaginar o que teria que deixou-a interessada. Já ele.... ah tinha certeza absoluta das qualidades e dos motivos que o deixavam vidrado.

Ela tinha um brilho muito especial. Na primeira vez que a viu, a correria impediu que parassem para conversar ou ao menos de se encontrarem, de fato. Foi um dia em que faltou tudo para Igor. Mas foi o dia em que ficou sabendo e tendo a certeza que o seu pensamento estava correto: ela era a oradora da turma de formandos do curso de Arquitetura.

Greice era o centro das atenções. Seu olhar marcante fitava a todos com desenvoltura e desafio. Era tímida, porém educada. “De fino trato”, como diria seu pai. Seu jeito simples, mas forte, o deixou perplexo.

- Impossível acontecer o contrário. Sabia que seria ela a oradora! – exclamou para Tiago, seu amigo, que também acompanhava a formatura de Gabriel.

A segunda vez que se viram, ou melhor, que ele a encontrou, foi rápida. Tinha certeza que não fora notado. Alias, é uma das características marcantes de Igor é não gostar de aparecer. Sempre diz nas rodas com os amigos que é um homem de bastidores. Acaba sempre ouvindo brincadeiras dos camaradas: “só quer ficar por trás é”. Ah, que sem graça!

Mas o que mais o deixou indignado era que por ser dos bastidores, jamais teria muitos amigos. Naquela noite se encontraram rapidamente na bomboniére do cinema. Tão rápido que, como sempre, passou despercebido. Não deu nem tempo de parabenizá-la pelo excelente discurso de formatura.

Agora, na terceira vez a coisa já foi diferente. Finalmente conversaram. Nem se lembra o quê, mas trocaram umas palavras. Melhorou na quarta vez: muita conversa. Na quinta então, o tagarela não calou a boca. Falou até demais. O que não devia. Se arrependeu. Pensou que pudesse falar menos. Agir mais, mas nem tanto. Não sabia o certo o que deveria fazer. Mas a uma grande conclusão, Igor chegou. Como tudo na sua vida tem que ter música envolvida, relata que a os versos da música
“Ela vai voltar”, do Charlie Brown Jr. tem tudo a ver com ela: Greice é do tipo de mulher que “tu gosta na primeira, se apaixona na segunda e perde a linha na terceira”. “Ela não é do tipo de mulher que se entrega na primeira/Mas melhora na segunda/E o paraíso é na terceira”.

Só que ele realmente perdeu a linha na terceira que, na verdade, não foi bem a terceira. Mas, para ele, foi.